
Às 19h desta segunda-feira (03), o futuro de um conhecido estádio do Rio Grande do Sul estará em jogo. Vereadores de Cidreira, no Litoral Norte, vão decidir se aceitam que a estrutura seja transformada em um autódromo de pista oval.
O projeto de lei da prefeitura solicita autorização para que o estádio Municipal de Cidreira, mais conhecido como Sessinzão, seja concedido à iniciativa privada para a realização de eventos esportivos. A proposta será avaliada pelos nove parlamentares do município.
A prefeitura acredita que o projeto será aprovado de forma unânime. Assim que for enviada ao Executivo, a proposta será sancionada.
O edital da concessão deverá ser lançado em novembro. O contrato deverá ter 30 anos de duração, com possibilidade de renovação.
A Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA) já manifestou interesse no estádio. Um cálculo preliminar apontou a necessidade de investimento de R$ 50 milhões.
— Acredito que será uma virada de chave para o nosso município, no que se trata de desenvolvimento econômico, geração de emprego e visibilidade do município no cenário esportivo — projeta o secretário municipal de Administração, Gilmar da Costa Silva.
Se a FGA for confirmada a vencedora da concessão, a entidade passará a buscar os investidores. Algumas conversas já ocorreram, as a efetivação da parceria depende da assinatura do contrato.
Com a transformação do estádio em autódromo, o Sessinzão poderá receber provas como a Nascar Brasil. Há a possibilidade de construção de uma pista de kart no centro do estádio.
Sessinzão
O estádio foi inaugurado em 1996. Entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2000, o espaço ficou sem receber jogos oficiais ou eventos de grande porte regulares.
Em 2006, a prefeitura iniciou obras de revitalização no Sessinzão para receber jogos no ano seguinte. O estádio foi palco da abertura do Gauchão de 2007.
Após o campeonato, com a falta de interesse da dupla Gre-Nal em jogar no local e com dificuldades para promover eventos, o Sessinzão voltou a ficar abandonado e passou a ser alvo de depredações. Três anos depois, em 2010, o estádio foi interditado a pedido do Ministério Público Estadual, em razão de problemas estruturais que colocavam a vida de frequentadores em risco.
Em 2013, a prefeitura tentou vender o estádio por US$ 1 milhão (equivalente a R$ 2,3 milhões na época). No mesmo ano, o Executivo tentou permitir que uma recicladora de Novo Hamburgo, especializada em recolher resíduos sólidos industriais, usasse parte do estádio.




