Depois de meses de avaliações, a prefeitura já sabe que irá derrubar metade da ponte da Ramiro Barcelos. A estrutura está localizada no cruzamento com a Avenida Ipiranga.
Duas vigas são irrecuperáveis e outras duas já estão comprometidas. Outras seis não têm sinais aparentes de dano. Em tese, poderiam ser recuperadas, mas a prefeitura avalia se a demolição de uma metade poderá impactar na outra.
A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura está concluindo os cálculos para saber quanto custa derrubar a ponte inteira e construir uma nova ou destruir uma parte e apenas recuperar o que resta.
— Com os dados que temos, agora estamos fazendo a análise orçamentária para comparar com o tempo de execução — explica o secretário André Flores.
Uma avaliação preliminar aponta que a recuperação da ponte custará em torno de R$ 5 milhões. Já o custo de uma nova é de R$ 8 milhões, já contando com a demolição - R$ 1,5 milhão.
A contratação de quem irá realizar o serviço será iniciada ainda em 2025. A secretaria avalia se uma empresa fará a demolição e a construção ou se serão feitos dois processos distintos de contrato.
A obra deve durar seis meses. Dessa forma, a ponte deverá ser liberada para uso no segundo semestre de 2026.
A ponte foi bloqueada para obras em outubro de 2024. Os trabalhos deveriam durar até fevereiro.
O desastre climático do ano passado agravou a situação da ponte. Os novos danos na estrutura foram identificados quando a reforma da travessia foi iniciada. A prefeitura chegou a adiar o término da reforma para outubro de 2025.
Porém, em março, quando a empresa se preparava para iniciar o conserto emergencial, um novo problema surgiu. Em julho, Flores informou que a ponte poderia cair sozinha se não fosse fechada para o tráfego.



