
Credores da construtora OAS estão questionando a venda da gestão da Arena do Grêmio. A Vinci Crédito e Desenvolvimento – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Vinci) e o Escritório de Advocacia Sergio Bermudes ingressaram com ação na Justiça da Bahia.
Eles alegam que o negócio envolvendo a Arena Porto-Alegrense e Marcelo Marques, no valor de R$ 50 milhões, trazem indícios de fraude que a Metha estaria cometendo no processo de recuperação judicial. Segundo os credores, essa transação contradiz a avaliação anterior da Arena, que havia sido avaliada em "R$ 0,00". Isso indicaria uma possível ocultação de ativos.
Segundo eles, essa venda compromete a recuperação judicial, já que há ocultação de mais de meio bilhão de reais em ativos. As empresas reiteram o pedido para que o processo seja encaminhado para à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que trata da Recuperação Judicial da antiga OAS.
Procurado pela coluna, o Tricolor informou que não faz parte da ação. Segundo o clube gaúcho, a empresa Metha é que precisa dar explicações.
Também não há temor de que a compra da gestão da Arena seja anulada. "O Grêmio acompanha o processo, mas não nos diz respeito", diz a diretoria do Grêmio.
A coluna também procurou o empresário Marcelo Marques. Sua assessoria informou que não precisa prestar esclarecimentos.
— Marcelo Marques doou o dinheiro da compra da gestão da Arena para o Grêmio. Quem pode dar as explicações sobre a venda é a Arena Porto-Alegrense — diz a assessoria de Marques.
Troca de chaves
Alheio a essa nova disputa envolvendo a antiga OAS, o Grêmio trata de desembaraçar a desoneração da Arena, que irá permitir, no futuro, a troca de chaves envolvendo o estádio Olímpico.
As questões burocráticas não devem ser resolvidas rapidamente. Dessa forma, a efetivação que tornará o Grêmio dono do terreno da Arena só deverá ocorrer em 2026.
A Karagounis já demonstrou interesse em fazer o negócio. Já a OAS 26 não sinaliza que irá proceder a troca. Se isso se confirmar, o Tricolor deverá permanecer dono de metade do Olímpico e de metade da Arena. Já a Karagounis será responsável por metade do terreno da Azenha e a OAS 26 deverá dividir com o clube gaúcho a área do novo estádio.

