Capão da Canoa, no Litoral Norte, vai ganhar uma estação rodoviária em outro endereço. O novo local já foi escolhido, mas ainda depende de aprovação.
A mudança é necessária porque, em julho do ano passado, o proprietário do atual prédio vendeu o terreno a uma construtora. A Rodoviária tinha até março para sair, mas o prazo foi ampliado.
A prefeitura foi procurada para participar do novo projeto. O terreno onde a nova estação poderá ser construída é do município.
Ele está localizado em um terreno baldio na Avenida Paraguassú, com a Rua Alfa do Centauro, próximo à Praia Arco-Íris. A área fica a três quilômetros do prédio atual.
Um estudo de impacto de vizinhança já foi realizado na região. Para que o negócio seja efetivado, a prefeitura precisará enviar um projeto à Câmara de Vereadores pedindo autorização para uso do espaço.
A construção do novo prédio será de responsabilidade dos administradores da Rodoviária. A ideia é que sejam investidos aproximadamente R$ 2 milhões na obra, com prazo de execução de 10 meses.
O prédio atual movimenta cerca de mil passageiros por dia e apresenta limitações de espaço e infraestrutura. Como a nova rodoviária é projetada para um terreno mais amplo, estima-se um incremento de 30% a 50% no fluxo de pessoas.
— O envolvimento da prefeitura neste projeto é importante porque define permanentemente o endereço da Rodoviária, alinhando as políticas municipais de ordenamento urbano e mobilidade. A nova Rodoviária será um terminal moderno, seguro e muito eficiente, à altura que os moradores e turistas merecem — destaca Lauro Roberto Hagemann, consultor de transportes e mobilidade que assessora a administração da Rodoviária de Capão da Canoa no projeto.
Além da área operacional da rodoviária, com espaço para 16 boxes cobertos, guichês de vendas de passagens, área de carga e descarga e estacionamento para veículos particulares, táxis, aplicativos e motos, há ainda a previsão de espaços para lojas de conveniência, restaurantes e lanchonetes.
Um posto da Guarda Municipal e uma garagem para as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também poderão ocupar espaço no terreno.




