
A prefeitura de Porto Alegre adiou novamente o prazo para realização de estudos de revitalização de um novo trecho da orla do Guaíba. Localizada entre o Arroio Dilúvio e a Rótula das Cuias, a área de 134 mil metros quadrados abriga o anfiteatro Pôr do Sol.
O prazo anterior para finalizar os estudos era novembro de 2025. Agora, a empresa São Paulo Parcerias terá mais 12 meses para realizar as análises necessárias.
Concluída essa etapa, a prefeitura precisará realizar consulta pública, publicar o edital e contratar o responsável pela região pelos próximos 30 anos. Desde março de 2023, a São Paulo Parcerias confecciona o projeto de concessão do trecho 2, que pretende repassá-lo para a iniciativa privada.
Segundo o secretário municipal de Parcerias, Giuseppe Riesgo, o adiamento ocorreu por dois motivos. O primeiro deles envolve a enchente de 2024, o que exige que o projeto seja refeito com a cota de inundação elevada.
Além disso, a pedido do governo do Estado, o projeto do trecho 2 vai incluir um prédio para a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). A intenção é que a casa de eventos seja construída ao lado do trecho 3 da orla.
O impacto financeiro da nova sede da Ospa será calculado. O trecho 2 deverá também ganhar um anfiteatro para 2 mil pessoas, um Centro de Eventos para 10 mil pessoas, Marina Pública, Farol Mirante e estacionamento para 581 vagas, entre outros equipamentos.
Prédio da Ospa
Há mais de 20 anos, existia a previsão de a Ospa ganhar uma sede própria próximo ao Guaíba. As obras ao lado da Câmara de Vereadores chegaram a ser iniciadas, mas foram abandonadas.
O terreno foi devolvido para a prefeitura de Porto Alegre. O governo gaúcho precisou devolver R$ 2,13 milhões para a União, que havia firmado convênio para financiar a construção.




