
O estudo preliminar sobre o trem de superfície a ser implementado em Porto Alegre aponta que a prefeitura vai precisar abrir o cofre para garantir sua implementação. O modal é chamado de sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
A projeção indica a necessidade de um investimento de R$ 2,53 bilhões. Desse total, a prefeitura arcaria R$ 1,7 bilhão durante a execução dos projetos e a inauguração do sistema de transportes.
O parceiro privado seria o responsável pela compra de 22 trens, ao custo de R$ 826 milhões. A aquisição seria paga pelo município, com parcelas mensais, ao longo de 30 ou 35 anos de contrato.
A prefeitura avalia a proposta. Se considerar válida, uma opção é fazer um chamamento público para que empresas interessadas apresentem um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea) sobre a linha. Ele nortearia uma Parceria Público-Privada (PPP) a ser contratada.
Fase 1
A primeira fase da obra envolve a construção de trilhos, do Terminal Triângulo até o Centro Histórico. A linha passaria pelas avenidas Assis Brasil, Sertório e Farrapos, chegando à Rua Voluntários da Pátria e se deslocando até a Praça XV.
Chamada de linha amarela, ela tem 10,7 quilômetros de extensão e necessitaria de 18 trens. O investimento inicial previsto é de R$ 1,88 bilhão, sendo R$ 676 milhões só para a compra dos veículos.
Fase 2
A segunda etapa pretende conectar o aeroporto Salgado Filho. A linha azul teria 2,7 quilômetros. Dois novos trens seriam incorporados à frota. O investimento previsto seria de R$ 356 milhões, sendo R$ 75 milhões só para aquisição dos trens.
Fase 3
A última etapa pretende ampliar a circulação do VLT pelo Centro Histórico. A linha lilás levaria o veículo até o Centro Administrativo do Estado, passando pela Avenida Borges de Medeiros, ao longo de 2,1 quilômetros.
Dois novos trens seriam adquiridos. O custo total previsto é de R$ 294 milhões, sendo R$ 75 milhões para a aquisição dos veículos.
Corredores
A ideia apresentada à prefeitura é usar os corredores de ônibus, o que diminuiria a necessidade de se fazer desapropriações e teria pouco impacto ambiental. O veículo pode transportar até 560 passageiros e tem vida útil de 40 anos. Esse modelo de transporte já é adotado em cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro e Santos, além de europeias.
Um levantamento realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério das Cidades projetou que a Região Metropolitana de Porto Alegre tem capacidade de receber 93 quilômetros de linhas de transporte coletivo até 2054. O investimento beneficiaria novos trechos de metrô, trem, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), Bus Rapid Transit (BRT) e corredores exclusivos de ônibus.

