
Depois de ter sido surpreendida com a decisão de antecipar a entrega da gestão da Arena, a Metha confirma não ter interesse em administrar o estádio até dezembro, conforme estipula o contrato assinado com o empresário Marcelo Marques. Duas reuniões realizadas entre quarta (01) e quinta-feira (02) com integrantes do Grêmio ajudaram a quebrar as resistências que existiam de ambas as partes.
Representantes de Marcelo Marques também participaram dos encontros. Há interesse de todos em resolver os entraves o mais rápido possível.
No entanto, a Metha deixa claro que, caso as pendências permaneçam, não entregará o controle da gestão. A tendência é que o acordo seja viabilizado, já que, segundo a empresa, o Grêmio tem se mostrado mais colaborativo.
A direção do Tricolor tem a mesma avaliação. Se essa parceria se mantiver, o clube gaúcho também confia que conseguirá assumir a gestão da Arena em 1º de novembro.
Quais são as pendências
- O Grêmio ainda precisa isentar a Metha, a Arena Porto-Alegrense e seu CEO, Mauro Araújo, de futuras responsabilidades. Isso será feito quando o clube comunicar oficialmente que desistiu das ações que ainda tramitam na Justiça.
- Outra questão em aberto está relacionada às dívidas mútuas. O Grêmio e a Metha precisam definir as dívidas recíprocas.
Troca de chaves
Apesar do avanço na antecipação da gestão da Arena, a troca de chaves envolvendo o estádio Olímpico ainda é incerta. Havia a expectativa de que ocorresse no aniversário do Grêmio, em setembro.
O adiamento ocorre devido a uma negociação com a prefeitura de Porto Alegre, que também precisará envolver a Câmara de Vereadores. O Município tem a receber aproximadamente R$ 50 milhões em Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), referente à troca de propriedade dos dois estádios, que envolvem Grêmio, Karagounis e OAS 26. Desse montante, a parte referente ao Grêmio pode chegar a R$ 35 milhões.
O Grêmio busca a isenção do pagamento, argumentando que essa oportunidade foi concedida aos clubes de futebol para a Copa de 2014. A autorização precisará de validação pelos parlamentares do Município.
Para que o acordo seja viabilizado, as duas empresas donas do terreno da Arena também precisam quitar a parte delas. Elas também buscam essa isenção. Caso haja atraso por parte da Karagounis e da OAS 26, uma hipótese é que a dívida tributária seja transferida para o Olímpico após a saída do Grêmio do imóvel.
Após a quitação dos valores devidos, será possível dar os próximos passos: a transferência de propriedade das escrituras, que garantirá a troca de chaves, e a desistência de ações ainda pendentes na Justiça.
Outros tributos
O IPTU da Arena foi quitado recentemente, totalizando R$ 3 milhões. Quanto ao imposto devido pelo Grêmio na área do Olímpico, o valor deverá ser transferido para a área do clube no Cristal. OAS 26 também tem cerca de R$ 25 milhões em ITBI pelas áreas que ocupa no Humaitá.

