
As obras de reconstrução do Rio Grande do Sul, atingido pela enchente do ano passado, alcançarão um recorde de investimentos em 2025. Serão gastos R$ 3,1 bilhões em obras de resiliência climática, como recuperação de rodovias e pontes e construção de novas travessias.
A verba é proveniente do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Segundo levantamento da Secretaria Estadual de Logística e Transportes, dez pontes e mais de 8 mil quilômetros de estradas ficaram comprometidos após a enchente.
Desde então, os trabalhos executados incluíram remoção de barreiras, reparo de aterros, contenção de erosões e manutenção do pavimento. Atualmente, 95% dos trechos afetados em 2024 já foram liberados.
Para se ter uma ideia do montante que está sendo investido, em 2024, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) executou R$ 1,7 bilhão em obras. Este montante já havia sido 11 vezes maior do que o total investido em logística pelo Rio Grande do Sul em anos anteriores.
— Com a utilização desses R$ 3,1 bilhões, nossa expectativa é que as rodovias do Rio Grande do Sul não apenas sejam recuperadas, como também se tornem mais fortes e mais seguras, porque a ideia da reconstrução é justamente viabilizar as obras de uma forma diferente de como elas eram antes, para atender às exigências atuais e prevenir possíveis eventos climáticos adversos — destaca o secretário Juvir Costella.
A previsão é que todas as intervenções sejam concluídas até o final de 2027. Todas as obras estão sendo realizadas por meio do Regime de Contratação Integrada (RCI).
O governo corre contra o tempo para executar as obras. O pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União está suspenso até maio de 2027.
Nessa modalidade, a empresa contratada é responsável pelo projeto e pela execução dos serviços. Com isso, o governo busca dar mais agilidade ao processo.
Para a liberação dos recursos do Funrigs, o governo adotou sete critérios:
- Situação da rodovia;
- Tempo gasto a mais em deslocamentos;
- Quantidade de pessoas afetadas;
- Impactos na economia local;
- Impactos na saúde;
- Impactos na mobilidade urbana;
- Volume de circulação de veículos.
Uma das obras em andamento é a nova ponte sobre o Rio Três Forquilhas, no quilômetro 9 da RS-417, entre Itati e Três Forquilhas. A construção está 80% concluída.
A estrutura terá 88 metros de extensão e custará R$ 8,2 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 6 milhões já foram aplicados.
Outra obra é a nova ponte sobre o Arroio Marcondes, no quilômetro 83 da RS-471, em Sinimbu, no Vale do Rio Pardo. Com 67 metros de extensão e mais de R$ 6,5 milhões em investimento, os serviços já estão 60% concluídos, com previsão de entrega até o fim deste ano.
Nova ponte no Taquari
Os recursos também estão sendo usados em novas obras. Uma delas é a ponte sobre o Rio Taquari, que ligará a RS-129, em Estrela, à RS-130, em Cruzeiro do Sul.
O contrato terá duração de 18 meses. A travessia terá 3,1 quilômetros de extensão e será construída em nível mais alto que o registrado na cheia histórica de 2024. O investimento, de R$ 355 milhões, contempla R$ 295 milhões para projeto e obra, e mais de R$ 60 milhões para desapropriações.


