
Anunciada pelo empresário Marcelo Marques e ratificada pelo Grêmio, a gestão antecipada da Arena pelo Tricolor não está garantida em 1º de novembro. Se não forem resolvidas, as pendências podem, inclusive, estender o período de transição.
A Metha soube da antecipação pela imprensa. A empresa ligou para Marcelo Marques para cobrar explicações.
A antiga OAS tem contrato assinado com Marques, comprometendo-se a repassar a Arena Porto-Alegrense apenas em 1º de janeiro. A transferência de gestão pode, inclusive, ser antecipada. No entanto, para que isso ocorra, negociações com o Tricolor precisam ser resolvidas.
Quais são as pendências
- O Grêmio ainda precisa isentar Metha, Arena Porto-Alegrense e seu CEO, Mauro Araújo, de futuras responsabilidades. Isso será feito quando o clube comunicar oficialmente que desistiu de ações que ainda tramitam na Justiça.
- Outra questão em aberto está relacionada às dívidas mútuas. O Grêmio e a Metha precisam definir as dívidas recíprocas.
Caso essas pendências não estejam sanadas até 1º de janeiro, o Tricolor não tomará posse da gestão. Mesmo contra sua vontade, Marcelo Marques deverá manter o controle do estádio, pois se comprometeu com as duas partes a entregar a situação resolvida.
O que a coluna apurou é que a Metha não pretende lidar diretamente com o Grêmio e conta com a intermediação da equipe de Marques para ajudar a sanar os entraves. A própria empresa aceita sair em novembro, desde que os acordos sejam cumpridos.
Procuradas, a Arena Porto Alegrense e a equipe de Marcelo Marques ainda não se manifestaram. Já o vice-presidente do Grêmio, Eduardo Magrisso, garante que a situação está resolvida.
A minuta de contrato apresentada para a Metha explica essa situação. Com relação às desistências judiciais, o vice-presidente destaca que só falta assinar.
— As petições estão prontas, aguardando a assinatura deles (Metha) — garante Magrisso.





