
A empresa Aca, do Rio de Janeiro, apresentou a melhor proposta para duplicar uma rodovia da Grande Porto Alegre. Oito concorrentes participaram da disputa, que foi realizada nesta quinta-feira (23).
Se a documentação apresentada estiver correta, a empresa ficará responsável pela duplicação da estrada Caminho do Meio, no trecho de Viamão. O trecho a ser duplicado tem 11,4 quilômetros.
O início dos trabalhos está previsto para o primeiro trimestre de 2026. A obra será executada dentro do prazo de dois anos e três meses. Dessa forma, se não houver atraso, a construção ficará pronta, no mínimo, no primeiro trimestre de 2028.
A Aca ofertou realizar o serviço ao custo de R$ 138,5 milhões. O montante é R$ 7,5 milhões menor do que o governo do Estado pretendia gastar.
Segunda tentativa
Esta é a segunda tentativa de contratação da obra. Na primeira, o governo revogou a concorrência para aprimorar o edital.
Porto Alegre e Alvorada
O projeto prevê a duplicação da Avenida Protásio, no trecho que vai da Avenida Saturnino de Brito até a RS-040, em Viamão. O trecho da Estrada do Cocão, entre a RS-040 e a Avenida Frederico Dihl, também será contemplado.
A duplicação também ocorrerá no traçado da via em Porto Alegre e em Alvorada. No entanto, os projetos para essas cidades estão mais atrasados.
Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Marcelo Caumo, a licitação do trecho de Alvorada deve ser lançada nas próximas semanas: “Vencemos uma etapa importante, aguardada há 13 anos pela comunidade de Viamão. Agora a obra sai do papel, com a empresa já selecionada para executar os 11,4 km de duplicação. Também é motivo de comemoração a conclusão dos projetos de Alvorada, que possibilitam o lançamento do edital da etapa 4 da obra”.
Ao todo, 23 quilômetros serão duplicados — 7,3 quilômetros na Capital e 4,3 quilômetros em Alvorada. O custo total da obra é projetado em R$ 284,4 milhões. Além da duplicação estão previstos corredor de ônibus, ciclovia, calçadas, novas paradas de ônibus e iluminação.
Estudos feitos pela Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan) apontam que, com a conclusão da duplicação, será possível reduzir em 20 minutos o tempo de deslocamento entre as cidades, apenas para o transporte público. A estimativa é que toda a duplicação ocorra ao longo de três anos.
Verba perdida
Em 2012, a Metroplan conduziu estudos sobre a duplicação. Um ano depois, a obra recebeu recurso federal, mas a demora em tirá-la do papel fez com que o então Ministério das Cidades anunciasse, em dezembro de 2016, o cancelamento da verba. A proposta era duplicar a via e implementar um corredor de ônibus, melhorando as condições para o fluxo de veículos.



