O proprietário do drone abatido na pista de skate do Centro Administrativo teve um prejuízo de R$ 5 mil. Em 6 de setembro, ele usava o equipamento para fazer imagens na região.
Por volta das 17h30, o drone foi derrubado quando se aproximou do terraço do prédio do governo do Estado. Antes de cair, o equipamento gravou imagens.
Seis pessoas estavam no topo do Centro Administrativo. Uma delas portava a arma anti-drone, adquirida em maio ao custo de R$ 1,4 milhão.
Após a queda, o proprietário, que prefere não ter seu nome divulgado por medo de represálias, revela que foi até a sede das secretarias do governo para buscar o equipamento. Após pedidos insistentes, pessoas que estavam em um veículo da Red Bull devolveram o drone danificado.
Ele admite que não tinha solicitado permissão de voo para a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Não que isso fosse motivo, pois no dia 7, a Brigada Militar também teve um drone abatido ao sobrevoar a região.
A assessoria da Secretaria Estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) confirmou que os agentes estavam no Centro Administrativo.
"Caso algum episódio tenha, eventualmente, saído do planejamento operacional, será avaliado internamente pela SSPS e SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública), com o devido rigor", diz nota da secretaria.
Mais um caso
Também no dia 7, Emerson Prates, do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá) usava um drone na região da Ponte de Pedra para captar imagens do Grito do Excluídos.
O equipamento também foi abatido, mesmo sem restrição de voo na região. Prates pretende acionar o governo do Estado na Justiça, pois não recuperou o drone.
— Já fui na delegacia, no posto da Brigada Militar e no colégio Parobé procurando o drone. Ninguém achou. Estamos acionando o Estado na Justiça por não ter nem um aviso prévio e restrição no aplicativo (onde os voos são solicitados) — informa Prates.
Contrato
Com relação ao evento da pista de skate no Centro Administrativo, um termo de cooperação firmado entre a Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) e a Red Bull foi assinado. O documento foi obtido pelo repórter Paulo Egídio.
Nele, não há qualquer menção de proibição de captação de imagens do público externo. No entanto, a empresa e suas parceiras terão exclusividade na produção de imagens do evento.




