
Doze anos depois do incêndio que destruiu parte do segundo piso, o Mercado Público recebeu o alvará de prevenção e proteção contra incêndios. O documento, emitido na quarta-feira (17), é assinado pelo Corpo de Bombeiros.
Essa é a primeira vez na sua história que o centro histórico de compras da capital gaúcha obtém este alvará. O documento substitui um alvará provisório e terá validade até 27 de dezembro de 2026.
— Nunca teve. Havíamos conquistado um provisório, para que pudéssemos continuar abertos — informa o presidente da Associação do Comércio do Mercado Público Central, Jeferson Sauer.
Para cumprir as exigências dos Bombeiros, a prefeitura precisou seguir 13 determinações nos últimos quatro anos. A prefeitura instalou extintores de incêndio, iluminação, alarmes e sinalização de emergência.
Também foram instalados equipamentos para detecção automática de fumaça e criada uma brigada de incêndio, com lojistas e servidores municipais, entre outras ações. Isso significa que o Mercado agora tem os principais equipamentos de prevenção de incêndio, em conformidade com as normas vigentes do Corpo de Bombeiros.
— Na prática, isso reflete em um ambiente mais seguro e em caso de incidentes iniciais temos ferramentas para dar os primeiros atendimentos. O documento nos traz segurança e pode viabilizar a busca por empresa de seguro para o prédio e para bancas — comemora o diretor-geral de Gestão do Patrimônio da Secretaria Municipal de Administração e Patrimônio, Tomás Holmer.
Julho de 2013
As chamas começaram às 20h30 de 6 de julho de 2013. Como o Mercado Público estava fechado desde as 19h daquele sábado, não havia consumidores dentro do prédio histórico, o que pode ter evitado uma tragédia.
Apenas os donos do restaurante vegetariano Telúrico estavam no local, pintando as paredes do estabelecimento, com as portas fechadas, quando as chamas começaram no restaurante ao lado. Com o auxílio de extintores, chegaram a dar o primeiro combate ao fogo, mas não conseguiram.
Caminhões da corporação de Porto Alegre e da Região Metropolitana foram utilizados para o combate ao fogo. Ambulâncias chegavam para o caso de haver alguém intoxicado em razão da fumaça.
Reconstrução
As obras de recuperação do local tiveram início naquele mesmo ano, porém foram paralisadas por falta de recursos em 2016. A retomada só ocorreu em janeiro de 2022.
Resiliente
Inaugurado em 1869, o prédio sofreu outros três grandes incêndios — em 1912, 1976 e 1979 — e duas enchentes — em 1941 e 2024.




