
O drone de R$ 50 mil da Brigada Militar, abatido em 7 de setembro pela Polícia Penal, foi doado ao Rio Grande do Sul na época da enchente de 2024. O equipamento estava em uso no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho quando foi derrubado.
O responsável pela doação é o humorista Whindersson Nunes. No ano passado, o influenciador também ajudou o Estado com recursos financeiros, kits de água e alimentos para as vítimas.
O equipamento possuía visão noturna e câmera termal. Ele era usado em prisões e operações.
A assessoria do humorista foi informada sobre o ocorrido. Ao ser comunicado do fato inusitado, Whindersson desabafou: "Essa semana foi só BO. Até nisso deu problema".
Procurada pela coluna, a Brigada Militar informa que o mesmo tipo drone será adquirido. Um processo de compra já foi aberto.
"Já há compras sistemáticas desse tipo de equipamento, com recursos do Estado, Piseg (Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública) e doações. Não haverá prejuízos à comunidade local", informa o chefe da comunicação social da Brigada Militar, tenente-coronel Silva Bueno.
Outros drones
Um vídeo de um dos drones abatidos em 6 de setembro mostrou seis pessoas no topo do Centro Administrativo. Uma delas portava a arma anti-drone, adquirida em maio por R$ 1,4 milhão.
A assessoria da Secretaria Estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) confirmou que os agentes estavam no local.
"Caso algum episódio tenha, eventualmente, saído do planejamento operacional, será avaliado internamente pela SSPS e SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública), com o devido rigor", diz nota da secretaria.



