Demorou, mas virou realidade. O Edifício Galeria XV de Novembro, conhecido como Esqueletão, desapareceu.
Ou melhor, foi demolido. O prédio de 19 andares, construído parcialmente entre 1956 e 1959, já não faz mais parte do cenário da Rua Marechal Floriano Peixoto, no Centro Histórico.
Na manhã desta terça-feira (16), apenas a estrutura do primeiro pavimento permanecia erguida. A luz solar já toma conta do espaço onde antes se erguia a abandonada estrutura.
A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi) previa concluir a limpeza em dezembro. Mas, conforme a coluna antecipou, o serviço será finalizado antes desta data, em outubro.
Etapas
O processo para demolição do prédio começou em janeiro de 2024, mas foi embargado um mês depois por divergências de fiscalização com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em agosto do ano passado, a empresa conseguiu autorização para retomar a destruição, o que se viabilizou em setembro com o desmonte dos quatro andares da estrutura nos fundos do terreno.
Já a demolição da torre principal do Esqueletão completou sete meses. Até agora, 4,2 mil toneladas de caliça e 73 toneladas de ferro já foram retirados do local.
Depois da demolição
Ainda não se sabe o que será feito com o terreno após a demolição do Esqueletão. O prédio tem cerca de 50 proprietários e há dívidas em IPTU. Em setembro de 2021, a Secretaria Municipal da Fazenda (SMF) avaliou o imóvel em cerca de R$ 3,4 milhões.
Recentemente, a prefeitura informou os custos da demolição para a Justiça - R$ 3,79 milhões. A destruição está sendo arcada pelos cofres públicos já que os proprietários não assumiram a responsabilidade.
Caberá ao Judiciário dizer o que será feito com a área e como a prefeitura será ressarcida. Uma das opções é o terreno ser repassado ao Município, se houver a intenção da prefeitura.
Ocupação
Inacabado desde a década de 1950, o Esqueletão já foi interditado administrativamente pela prefeitura em pelo menos duas ocasiões, nos anos de 1988 e 1990. Também já houve interdição judicial em 2019.
Nos primeiros dois andares, lojas vendiam seus produtos. Mas a prefeitura encontrou vestígios de ocupação do imóvel até o sétimo pavimento.





