
A caminhada é longa, mas os primeiros passos estão sendo dados. Quando assinaram o contrato de compra da gestão do novo estádio, Grêmio e Arena Porto Alegrense se comprometeram a desistir de ações na Justiça em que um questiona decisões do outro.
A ideia é liberar os caminhos para que a Arena deixe de estar alienada a bancos. Este movimento permitirá que o Grêmio faça a troca de chaves com a Karagounis e a OAS 26 envolvendo o estádio Olímpico.
Nos últimos dias, a Arena Porto-Alegrense desistiu da ação que questionava a ausência de pagamento por parte do Grêmio após o clube ter comprado o crédito que o Banrisul tinha pela construção do novo estádio. Já no dia 20 de agosto, o clube gaúcho desistiu de um recurso que havia admitido a Arena Porto-Alegrense como parte em uma ação que o Grêmio moveu contra o banco público.
O encerramento destes litígios judiciais não é um processo rápido. Ele encontra dificuldades, principalmente devido à burocracia enfrentada pelo Grêmio.
A equipe de Marcelo Marques tem a intenção de resolver a troca de chaves até 15 de setembro, data de aniversário do clube. O prazo, no entanto, é extremamente curto.
Além das ações que tramitam no Rio Grande do Sul, há ainda os processos na Justiça de São Paulo que mantêm a Arena penhorada, mesmo depois da compra dos créditos pela construção do estádio, firmada por Marcelo Marques há 50 dias.
Independentemente da demora todos os envolvidos nas negociações mantêm suas intenções. Ou seja, a definição sobre a dívida pela construção da Arena, as obras no entorno do estádio e o futuro do estádio Olímpico serão resolvidos com o tempo.




