A revitalização da Usina do Gasômetro, concluída nesta semana, evitou que parte do prédio histórico viesse abaixo. Durante a obra executada no local, identificou-se que a laje da parte oeste do imóvel estava sob risco de colapso.
Se a estrutura caísse, a parte do prédio mais próxima do Guaíba desmoronaria. O grande desafio da revitalização foi a troca da laje sem que esse movimento derrubasse a parede externa.
A remoção da estrutura antiga poderia fragilizá-la. Para executar a obra, foi necessário escorar a laje. Enquanto ocorria a demolição, a nova estrutura já era executada.
Segundo o titular da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, André Flores, e o secretário-adjunto, Rogério Baú, a revitalização da Usina do Gasômetro foi a obra mais difícil executada nos últimos anos na Capital.
— Quando fizemos o projeto da nova laje, foi preciso fazer um ensaio para saber que peso aquelas paredes centenárias suportariam e por essa razão foram feitas 8 novas colunas junto à face voltada ao Guaíba, com o objetivo de suportar o peso — explica Flores.
A empresa Rac Engenharia foi a responsável pela execução do projeto. A obra foi finalizada ao custo de R$ 25,9 milhões.
Futuro
A Justiça Federal determinou a suspensão da contratação da empresa que ficará responsável pela gestão do imóvel. O objetivo é que a prefeitura e o governo federal dialoguem e achem uma solução conjunta.
O prédio foi cedido ao Município em 1982, mas ainda pertence formalmente ao governo federal. A prefeitura defendia que tinha a posse do imóvel, o que a legitimava realizar a licitação. A União discordava.






