
Acabou o mistério. O ministro dos Transportes, Renan Filho, decidiu sobre o futuro do contrato de concessão da BR-116 e da BR-392, no sul do Estado.
A partir de 4 de março de 2026, os 457 quilômetros das duas rodovias serão assumidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Em junho, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) havia solicitado a prorrogação temporária.
Na noite de terça-feira (19), o ministro enviou um ofício ao diretor-geral em exercício da agência, Guilherme Sampaio, determinando o encerramento definitivo do contrato em 3 de março. Segundo Renan Filho, não há elementos fáticos que demonstrem clara vantajosidade de eventual prorrogação do vínculo com a Ecovias Sul.
O documento foi obtido pelo deputado estadual Halley Lino de Souza (PT) e pelo deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT).
Pedido encaminhado
Na segunda-feira (18), a coluna divulgou que a ANTT solicitou a prorrogação ao Ministério dos Transportes. Se fosse aprovada a solicitação, o pedágio cairia dos atuais R$ 19,60 para R$ 9 a partir de 4 de março.
O vínculo seria estendido pelo prazo necessário até que um novo contrato de concessão entre em vigor. A prorrogação evitaria a interrupção do serviço de socorro médico e atendimento mecânico aos usuários da rodovia.
Contrato de 1998
O contrato da Ecovias Sul, com 15 anos de duração, começou a valer em julho de 1998 e deveria findar em 2013. Em 2000, no entanto, um aditivo prorrogou o vínculo até abril de 2026.
A Ecovias Sul administra 457,3 quilômetros de estradas no sul do Estado. Na BR-116, o trecho fica entre Camaquã e Jaguarão. Na BR-392, entre Rio Grande e Santana da Boa Vista. São cinco praças de pedágio na região. Como forma de comparação, é quase a mesma quantidade que a CCR ViaSul tem sob sua responsabilidade - 473 quilômetros entre BR-101, freeway, BR-386 e Rodovia do Parque.


