
A notícia do dia na área da segurança pública é a megaoperação da Polícia Federal que desvendou esquemas bilionários de fraude em combustíveis e lavagem de dinheiro, com envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a investigação, uma das maiores facções criminosas do país tinha controle sobre ao menos 40 fundos de investimentos. Um deles é da empresa Reag.
O torcedor gremista conhece este nome. O fundo chegou a ser credor da OAS na construção da Arena, ao lado do Santander e Banco do Brasil.
A dívida era contestada na Justiça de São Paulo. O estádio está penhorado, sob risco de ser leiloado.
A empresa Reag surgiu na vida do Grêmio quando se interpôs em uma negociação, enquanto o Tricolor se preparava para adquirir a propriedade e a gestão da Arena.
No entanto, a gestora de investimentos interferiu e fechou negócio com os bancos. A partir daquele momento, a empresa passou a deter 2/3 do crédito pela construção do estádio.
A Reag queria que a Revee, uma de suas empresas, gerisse a Arena. O Grêmio não aceitou, e uma longa batalha jurídica se avizinhava.
Decidido a resolver o impasse, o empresário Marcelo Marques surgiu com a solução. Ele negociou com a Revee, Banrisul e Arena Porto-Alegrense e comprou o crédito pela construção do estádio e a gestão do imóvel.
Hoje, o Grêmio acompanha as notícias da operação da Polícia Federal sabendo que a solução para a Arena poderia ter sido muito mais difícil.
Cais Mauá
A Reag já havia aparecido no noticiário gaúcho. Em fevereiro de 2018 ela assumiu o contrato de gestão do Cais Mauá. Dois meses depois, a Polícia Federal estoura uma operação de desvio de dinheiro envolvendo o contrato entre os anos de 2015 e 2017. Em maio de 2018, a Reag deixa o controle do contrato. Em 2019, o governo do Estado anuncia a rescisão do contrato e a decisão de realizar uma nova licitação.




