A partir do dia 30, motoristas poderão usar os primeiros cinco quilômetros duplicados da RS-287. Os dois trechos em obras estão em fase final de acabamento.
Em Santa Cruz do Sul, três quilômetros foram duplicados entre a Avenida Melvin Jones e o entroncamento com a BR-471. Esse é o trecho mais complexo da concessão da Rota de Santa Maria por ter o maior volume de tráfego. Além da duplicação, a região terá três viadutos, uma passarela e ruas paralelas.
Em Tabaí, outros dois quilômetros também serão liberados, assim como duas passarelas, vias paralelas e retornos. Mais cinco quilômetros já estão em obras na direção de Taquari.
A duplicação deveria ter começado em maio do ano passado. Porém, devido à enchente, a obra foi iniciada em novembro.
— Quem cruza pelas obras em dias de tempo seco, se surpreende com o número de trabalhadores mobilizados. Mesmo numa obra tão complexa, em Santa Cruz do Sul, que envolveu detonação de rocha. Apesar das dificuldades, as obras estão sendo entregues em pouco mais de seis meses — comemora o diretor-geral da Rota de Santa Maria, Leandro Conterato.
Próximas etapas
Mais 10 quilômetros da duplicação - divididos em quatro novas frentes de trabalho - passarão a receber obras em breve. Os trechos estão com operação provisória desde que a enchente do ano passado destruiu a estrutura da rodovia nesses pontos. A previsão é que as obras durem aproximadamente 12 meses.
No distrito de Mariante, em Venâncio Aires, seis quilômetros passarão a ter obras. Em Candelária, os trabalhos se concentrarão em 2,5 quilômetros na região da ponte do Rio Pardo.
Já em Paraíso do Sul, as obras ocorrerão em 1 quilômetro, na região do Arroio Barriga. E em Santa Maria, a duplicação ocorrerá também em 1 quilômetro, na ponte do Arroio Grande.
Até 2027, a previsão é que 70 quilômetros estejam duplicados. Com a construção de faixas adicionais, até 2030, a RS-287 terá 130 quilômetros com uma faixa de tráfego extra.
Pedágio
O quarto ano da concessão está chegando ao fim. Com ele, está programado o reajuste do pedágio previsto em contrato. A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) já está fazendo os cálculos.
A tendência é que o reajuste seja de aproximadamente 5%, que corresponde a inflação do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Se isso se confirmar, a tarifa passaria para R$ 5,25 (aumento de R$ 0,25).




