Um laudo técnico contratado pela prefeitura indicou que o Estádio Municipal de Cidreira, no Litoral Norte, pode voltar a ser ocupado. Um teste de resistência da estrutura e de condições de uso foi realizado.
Com aproximadamente 60 páginas, o documento reforçou a ideia da Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA), que pretende transformar o estádio em um autódromo de pista oval. Também conhecido como Sessinzão, o local está abandonado há 18 anos.
— O laudo foi extremamente positivo, com testes de carga e resistência. Nosso engenheiro está avaliando o laudo e elaborando um projeto do que é necessário para deixar o estádio pronto para o uso — comemora o presidente da Federação Gaúcha de Automobilismo, Arlindo Signor.
Nesta nova etapa, coordenada pelo arquiteto e urbanista Fernando Bitencurt, presidente do Clube Rally de Porto Alegre, está sendo avaliado o que precisa ser recuperado e o que pode ser aproveitado. Também está sendo calculado o valor do investimento necessário.
Se houver viabilidade financeira, a prefeitura deverá fazer os estudos para a concessão do espaço à FGA. Há a expectativa de que o investimento imediato, para recuperação do imóvel, seja de aproximadamente R$ 1 milhão.
A ideia é buscar recursos públicos dos governos estadual e federal para realizar a obra. Com a transformação do estádio em autódromo, Signor acredita que o Sessinzão poderá receber provas como a Nascar Brasil. Há a possibilidade de construção de uma pista de kart no centro do estádio.
Segundo a prefeitura, a cidade já é conhecida por atrair amantes de rali, jipeiros e praticantes de esportes náuticos, graças aos seus atrativos naturais, como os Lençóis Cidreirenses e as lagoas.
Sessinzão
Inaugurado em 1996, o estádio está abandonado há 18 anos. Entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2000, sem receber jogos oficiais ou eventos de grande porte regulares, o estádio permaneceu em um limbo.
Em 2006, a prefeitura iniciou obras de revitalização no Sessinzão para receber jogos no ano seguinte. O estádio foi palco da abertura do Gauchão de 2007.
Após o campeonato, com a falta de interesse da dupla Gre-Nal em jogar no local e dificuldades para promover eventos, o Sessinzão voltou a ser abandonado e alvo de depredações. Três anos depois, em 2010, o estádio foi interditado a pedido do Ministério Público Estadual, em razão de problemas estruturais que colocavam a vida de frequentadores em risco.
Em 2013, a prefeitura tentou vender o estádio por US$ 1 milhão (equivalente a R$ 2,3 milhões na época). No mesmo ano, o Executivo tentou permitir que uma recicladora de Novo Hamburgo, especializada em recolher resíduos sólidos industriais, usasse parte do estádio.



