Surge um novo destino para o Estádio Municipal de Cidreira, no Litoral Norte, também conhecido como Sessinzão. A prefeitura e a Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA) discutem a transformação do local em um autódromo de pista oval.
Um laudo técnico estrutural foi contratado pela prefeitura. Ele deve ficar pronto até o dia 15. De posse desse documento será possível avaliar as reais condições do estádio.
A ideia é que toda a estrutura atual do estádio seja recuperada. Se o parecer for favorável, a prefeitura fará os estudos de concessão do espaço para a FGA.
Segundo o presidente da federação, Arlindo Signor, o investimento no novo autódromo deve ser de aproximadamente R$ 20 milhões. A expectativa é que a concessão dure 30 anos.
A ideia é buscar recursos públicos dos governos estadual e federal para realizar a obra. O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro Fernando Bitencurt, presidente do Clube Rally de Porto Alegre e também membro do comitê de planejamento da FGA.
A partir da transformação do estádio em autódromo, Signor acredita que o Sessinzão poderá receber provas como a Nascar Brasil. Há a possibilidade de construção de uma pista de kart no centro do estádio.
"A transformação do estádio poderá representar um marco no desenvolvimento turístico e econômico de Cidreira, aproveitando um espaço público hoje inutilizado para atrair eventos e movimentar a economia local", diz um comunicado da administração municipal.
Segundo a prefeitura, a cidade já é conhecida por atrair amantes do rally, jipeiros e praticantes de esportes náuticos, graças aos seus atrativos naturais, como os Lençóis Cidreirenses e as lagoas.
Sessinzão
Inaugurado em 1996, o estádio está abandonado há 18 anos. Entre o fim da década de 1990 e o início dos anos 2000, sem receber jogos oficiais ou eventos de grande porte regulares, o estádio ficou em um limbo.
Em 2006, a prefeitura começou obras de revitalização no Sessinzão para receber jogos no ano seguinte. O estádio foi palco da abertura do Gauchão de 2007.
Após o campeonato, com a falta de interesse da dupla Gre-Nal em jogar no local e dificuldades para promover eventos, o Sessinzão voltou a ser abandonado e alvo de depredações. Três anos depois, em 2010, o estádio foi interditado após pedido do Ministério Público Estadual, em razão dos problemas estruturais que colocavam a vida de frequentadores em risco.
Em 2013, a prefeitura tentou vender o estádio por US$ 1 milhão (R$ 2,3 milhões na época). No mesmo ano, o Executivo tentou permitir que uma recicladora de Novo Hamburgo, especializada em recolher resíduos sólidos industriais, usasse parte do estádio.





