
Os pardais de boa parte das rodovias federais do Brasil serão desligados a partir de 1º de agosto. O motivo é a falta de dinheiro para pagar as empresas responsáveis pelos equipamentos.
A coluna teve acesso a um ofício enviado pela Coordenação-Geral de Operações Rodoviárias, ligada à Diretoria de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para a empresa Fotosensores, responsável pelos equipamentos instalados no Rio Grande do Sul. No documento, a autarquia informa a data do desligamento.
Alertas sobre o corte vêm sendo feitos desde o ano passado, quando o orçamento de 2025 estava sendo projetado. A destinação para o contrato de fiscalização do controle de velocidade nas rodovias era menor que os gastos previstos.
"Enquanto a proposta técnica enviada por esta Coordenação demandava o montante de R$ 364,1 milhões, a LOA 2025 destinou somente R$ 43,3 milhões à Ação 2036, resultando em uma redução de 88% do valor que seria necessário para custear todo o serviço relacionado às operações de trânsito", diz um trecho do documento.
Apesar das tentativas de ampliação dos valores, a verba para o contrato dos radares ainda está aquém da necessidade. Há uma projeção de R$ 164,5 milhões em gastos e apenas R$ 79,6 milhões em caixa.
Procurado pela coluna, o Dnit não explicou se algo poderá ser feito para evitar o desligamento.
Situação diferente
Nas rodovias pedagiadas, porém, os controladores seguirão ligados. Os equipamentos são de responsabilidade das empresas responsáveis pela manutenção das rodovias. No Rio Grande do Sul, é o caso da BR-101, BR-386 e freeway.



