
Afinal, quanto o Grêmio precisaria desembolsar para assumir a gestão da Arena imediatamente? O empresário Marcelo Marques, que se lançou candidato à presidência do Tricolor, acredita que com R$ 100 milhões seria possível "comprar" o estádio.
— Vamos fazer de tudo para viabilizar, porque é importante para o clube. É o que posso lhe dizer — disse o empresário à coluna.
Isso seria possível? Claro que sim, desde que os credores aceitassem repassar o imóvel por esse valor. Porém, é bem difícil que isso ocorra.
Em valores brutos, o Grêmio precisaria de R$ 350 milhões para ser o responsável por seu estádio. Desse total, cerca de R$ 200 milhões são referentes à empresa Revee.
Por aproximadamente R$ 40 milhões, ela comprou o crédito que Santander e Banco do Brasil tinham a receber da OAS. A coluna apurou que a Revee poderia estar aberta a receber cerca de R$ 100 milhões. Desde que a empresa passou a ser credora, ela não se manifestou sobre suas intenções.
Já a Arena Porto-Alegrense tem a receber do Grêmio aproximadamente R$ 160 milhões pelos próximos oito anos. Esse valor é relativo à frequência dos sócios no estádio. Em 2024, especulou-se que a empresa aceitaria receber R$ 60 milhões à vista.
Interlocutores das partes envolvidas acreditam que Marques acabou inflacionando um possível valor a ser pago. Ele não confirma se já foram iniciadas tratativas nesse sentido.
— No momento é isso que posso lhe dizer — conclui o empresário.
Além de arcar com esses gastos, o Grêmio passaria a assumir também todo o investimento que um estádio de futebol demanda. Hoje, essa responsabilidade é totalmente da Arena Porto-Alegrense.
Por outro lado, o clube passaria a contar com a arrecadação de bilheteria em jogos e shows. Por enquanto, essa é apenas mais uma proposta, dentre as muitas já sondadas.





