
A empresa carioca Ambiental RB Comércio e Serviço foi considerada habilitada e irá monitorar a qualidade do ar em três cidades gaúchas. Os equipamentos serão posicionados em Porto Alegre, Santa Maria e Caxias do Sul.
O governo do Estado esperava pagar R$ 5,82 milhões por um período de quatro anos. No entanto, a empresa garante que fará o serviço ao custo de R$ 2,88 milhões. O valor mais baixo chamou a atenção da Comissão de Licitação e foi analisado.
Como justificativa, a Ambiental destacou que atua na área desde 2015 em diversas regiões do Brasil. Ela citou que tem experiência em contratos de natureza similar com empresas como Vale e Petrobras, além de atuar para a Fundação Estadual de Proteção Ambiental do Rio Grande do Sul (Fepam/RS). Destacou que utiliza parte de seus equipamentos e sistemas já disponíveis.
"Os custos de aquisição dos equipamentos, com vida útil estimada em 15 anos, não foram integralmente repassados ao contrato licitado. Eles são considerados como investimento estratégico da empresa, o que reduz significativamente o custo mensal da prestação dos serviços no período contratado", diz um trecho da análise da Comissão de Licitação.
Outras duas concorrentes também apresentaram valores bem abaixo do investimento proposto pelo governo do Estado. Após a assinatura do contrato, a empresa terá quatro meses para instalar e começar a transmitir os dados por meio de boletins diários.
O contrato prevê monitoramento dos poluentes atmosféricos ozônio, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio e material particulado. Também serão avaliados os parâmetros meteorológicos temperatura, pressão, umidade relativa, velocidade e direção do vento e radiação total.
Atualmente, o Rio Grande do Sul tem seis estações ativas: em Porto Alegre, Canoas, Triunfo, Gravataí, Esteio e Guaíba. O Estado já chegou a contar com 17.
A estação da capital gaúcha é temporária. Ela foi instalada em novembro por um período de seis meses e está localizada no Centro Estadual de Treinamento Esportivo do Rio Grande do Sul (Cete), no bairro Menino Deus.
Primeira tentativa
A contratação anterior foi interrompida mesmo depois da escolha de uma vencedora: a empresa capixaba Aires Serviços Ambientais. A Central de Licitações (Celic) entendeu que uma situação ocorrida durante a disputa entre cinco concorrentes feriu o "princípio da competitividade e da isonomia entre os licitantes". Segundo a Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão, houve um equívoco de uma das empresas participantes na fase de lances, etapa na qual as interessadas realizam a disputa de preços online.



