
A empresa Climatempo ofereceu a melhor proposta para instalar mais três radares meteorológicos no Rio Grande do Sul. A disputa foi realizada nesta segunda-feira (24).
Duas interessadas se candidataram. A Climatempo foi a primeira classificada propondo realizar o serviço ao custo de R$ 177,77 milhões.
A proposta é R$ 8,7 milhões menor do que o governo pretendia gastar. A outra candidata, empresa Squitter, aguarda análise da documentação pela comissão de licitação estatal.
A compra será feita com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O governo do Estado projetava gastar até R$ 186,5 milhões por um contrato de dois anos.
Três cidades
Os radares serão instalados em três cidades estrategicamente escolhidas, a fim de garantir que todo o território gaúcho seja monitorado por um sistema próprio. No oeste, o equipamento será instalado em Manoel Viana.
No norte, a cidade escolhida foi Soledade. No sul, o município de Pelotas será contemplado.
No leste, o governo já possui um radar que atua em Porto Alegre. Ele é de propriedade da Climatempo.
A partir da assinatura do contrato, a empresa terá aproximadamente 10 meses para instalar o equipamento em Manoel Viana. Já o radar de Pelotas deverá entrar em operação em até um ano e quatro meses. Por fim, o equipamento de Soledade precisará ser instalado em um ano e oito meses.
A empresa monitorará as condições meteorológicas em tempo real, de forma ininterrupta, ao longo dos dois anos de contrato. Ao menos dois meteorologistas serão responsáveis pelo trabalho.
Caberá à equipe emitir boletins de previsão de curto prazo - para as próximas 6 a 12 horas - e de curtíssimo prazo - até 3 horas. Esses boletins deverão trazer informações sobre a estimativa da quantidade de chuva e as condições de temperatura, vento e mar para o Estado.
Questionamento
Em duas ocasiões durante a licitação, a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde) pediu a impugnação do edital. Em ambas as vezes, o governo do Estado negou o pedido e fez ajustes pontuais.
A representante das empresas do setor pedia a exigência de comprovação de capacidade técnica e profissional do vencedor da disputa. Queria também a permissão para formação de consórcio de empresas para executar o contrato.



