
O Edifício Galeria XV de Novembro, conhecido como Esqueletão, localizado no Centro Histórico, não será mais implodido. O anúncio foi feito pelo prefeito Sebastião Melo, na manhã desta terça-feira (6), em vistoria ao imóvel.
A decisão levou em consideração a preocupação de proprietários vizinhos, que temiam abalos que poderiam ser ocasionados pelo uso de dinamite na região.
Como não haverá mais o uso de explosivos, a destruição do Esqueletão seguirá o método atual, de demolição mecânica. Isso implicará em uma demora um pouco maior para colocar o imóvel abaixo.
Demolição
O processo para desmonte do prédio começou em janeiro de 2024, mas foi embargado um mês depois.
Em agosto do ano passado, a empresa conseguiu autorização para retomar o trabalho, o que se viabilizou em setembro com a destruição dos quatro andares da estrutura ao fundo do terreno.
Já a demolição da torre principal do Esqueletão completou três meses. Dos 19 andares, restam apenas 11.
Quando os trabalhadores chegarem ao nono andar, a prefeitura precisará aprovar a terceira etapa do projeto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A expectativa da prefeitura é de que o terreno estará limpo e cercado em dezembro deste ano.
Ocupação
Inacabado desde a década de 1950, o Esqueletão já foi interditado administrativamente pela prefeitura em pelo menos duas ocasiões, nos anos de 1988 e 1990. Também já houve interdição judicial em 2019.
Nos primeiros dois andares, lojas vendiam seus produtos. Mas a prefeitura encontrou vestígios de ocupação do imóvel até o sétimo pavimento.
Depois da demolição
Ainda não se sabe o que será feito com o terreno após a demolição do Esqueletão. O prédio tem cerca de 50 proprietários e há dívidas em IPTU. Em setembro de 2021, a Secretaria Municipal da Fazenda (SMF) avaliou o imóvel em cerca de R$ 3,4 milhões.
Já o custo da demolição será de R$ 3,79 milhões, que está sendo arcado pela prefeitura de Porto Alegre. Quem irá dizer como a administração municipal será ressarcida e qual será o futuro do terreno será o Judiciário.



