
Os R$ 61 milhões repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro à equipe de Flávio Bolsonaro, candidato presidencial, até podem ser mesmo para custear a produção de um filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Assim como podem ser uma doação disfarçada para a campanha política dele, favorito da direita paras disputar as eleições, como espalham nas redes sociais os seus opositores.
Acontece que em política a aparência importa tanto ou mais do que os fatos. O estrago na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) já é grande. Já diz um provérbio milenar que "à mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta".
E são muitas as questões em aberto nessa doação, que já deve ser objeto de atenção da Polícia Federal - como tudo que se relaciona a Vorcaro, dono do extinto Banco Master, preso por lavagem de dinheiro e corrupção. Os repasses do banqueiro para filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (jamais lançado), já somam mais que o dobro do orçamento utilizado para os filmes O Agente Secreto (R$ 28 milhões), e Ainda Estou Aqui (R$ 45 milhões), sucessos brasileiros indicados ao Oscar nos anos de 2025 e 2026.
Pesam também contra Flávio Bolsonaro as mensagens que enviou a Vorcaro, pedindo para ele confirmar pagamentos. Em uma delas, fala “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.
Flávio Bolsonaro, após reunião de emergência do staff de campanha, admitiu que os áudios são verdadeiros, mas assegura que todos os repasses envolvidos no filme são limpos e negócio privado - nem um centavo de dinheiro público. O problema é que no último fim de semana, durante um evento da pré-campanha em Santa Catarina, ele usou uma camiseta com a inscrição “O PIX é do Bolsonaro; o Master é do Lula”. Como se vê agora, o Master e seu dono também são assunto dos Bolsonaro.




