
Mulheres em situação de violência contam agora com mais um instrumento para pedir auxílio. O fone Central do Cidadão 156, da prefeitura de Porto Alegre, amplia atendimento e passa a oferecer informações 24h num ramal específico para cidadãs em risco. Elas recebem orientações, sete dias por semana e a qualquer momento, sobre a rede de proteção do município Conta Comigo.
Sob supervisão da vice-prefeita Betina Worm, o serviço 24 horas de auxílio a mulheres do contact center 156 foi lançado em 30 de março e, com apenas duas semanas transcorridas desde o lançamento, já foi bastante acionado. Recebeu chamadas de 100 pessoas do sexo feminino, todas buscando informações. Foram 66 chamadas via WhatsApp e 34 chamadas via telefone.
— Esperamos, com isso, ajudar a prevenir o feminicídio, que é um dos crimes que mais cresce no país — resume Betina.
O 156 tem fama de telefone congestionado e, por isso, testamos o atendimento. Funcionou. Conseguimos contato com o serviço especializado na primeira tentativa. Para qualificar o atendimento, a equipe do contact center do 156 passou por capacitação específica sobre o tema, com apoio do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), da Coordenação dos Direitos da Mulher e da Coordenação de Redes (Smgov). As telefonistas perguntam sobre a segurança da mulher, depois sua integridade física, questionam se é de Porto Alegre e se necessita de abrigo sigiloso imediato. A seguir, transmitem informações e compartilham a Cartilha Para Combater a Violência Doméstica e de Gênero do Município.
Também foi atualizada a Carta de Serviços da Prefeitura, que agora reúne informações detalhadas sobre os atendimentos oferecidos pela Coordenadoria dos Direitos da Mulher, facilitando o acesso da população aos serviços disponíveis.
A coordenadora dos Direitos da Mulher, Fernanda Mendes Ribeiro, ressalta que a medida qualifica a divulgação dos serviços e fortalece a rede de proteção.
- A divulgação de informações sobre a Coordenação dos Direitos da Mulher, o atendimento do Cram, abrigos sigilosos, bem como esclarecimentos básicos sobre o funcionamento da Rede Municipal de Proteção à Mulher Conta Comigo, cobre uma lacuna que existia no atendimento às usuárias fora do horário comercial - pondera.
O serviço é mais do que bem-vindo, já que são raras as delegacias da Polícia Civil especializadas em atendimento à mulher com plantão 24 horas.
Rede de auxílio
As informações estão disponíveis pelos seguintes canais da Central do Cidadão 156:
Telefone 156 _ opção 0 (Serviços de Emergência) e, em seguida, o submenu 0 (Informações sobre atendimento à Mulher)
WhatsApp (51) 3433-0156 _ opção Serviços de Emergência, depois o submenu Atendimento à Mulher _ Informações e Orientações.
Quando a situação aperta, pessoas do sexo feminino são orientadas a procurar o Centro de Referência e Atendimento à Mulher Márcia Calixto (Cram). Ele acolhe e atende mulheres em situação de violência nas áreas da psicologia, serviço social e jurídico. É a porta de entrada para abrigos sigilosos. Fica na Avenida João Pessoa, 1.105, Sala 103 A, bairro Farroupilha. Atende de segundas à sextas-feiras, das 8h30min às 18h, ou também pelo telefone (51)3289.51.10 e e-mail cram@smdh.prefpoa.com.br.
Dali elas podem ser encaminhadas à Casa Viva Maria, que fica em endereço sigiloso, tem capacidade para atender até 33 pessoas, incluindo mulheres e seus filhos. O atendimento é realizado 24 horas por dia, durante toda a semana. Os acolhidos podem permanecer no local por até 120 dias.



