
Associações de classe da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal desencadeiam nesta terça-feira (24) estado de mobilização permanente da categoria, com manifestações em frente a seus postos de trabalho e em frente à sede do Ministério da Justiça. Reclamam da demora do Governo Federal no encaminhamento ao Legislativo do Projeto de Criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado, o Funcoc.
O Funcoc foi apresentado pelo Ministério da Justiça em novembro passado como uma proposta para fortalecer o combate ao crime no Brasil. O projeto visa utilizar recursos confiscados em operações e prisões para investimento nas polícias da União. Por meio dele, os bilhões em recursos ilícitos apreendidos seriam direcionados ao fortalecimento permanente da estrutura pública. Hoje, esses valores permanecem sem destinação vinculada ao próprio enfrentamento ao crime, dispersos no sistema orçamentário.
O Funcoc propõe um modelo de reinvestimento inteligente e contínuo. Ao integrar os recursos recuperados ao orçamento destinado ao enfrentamento ao crime, os policiais federais e rodoviários federais passarão a contar com maior previsibilidade financeira e melhores condições para aprimorar tecnologia, inteligência, planejamento estratégico e capacidade operacional, defende a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). "Possibilita um ciclo contínuo de fortalecimento das ações de combate às organizações criminosas, sem aumento de impostos e sem comprometer recursos de outras áreas essenciais à população", justifica em nota oficial a entidade, cuja bandeira conta também com apoio da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF).
Além de pressionar o governo a enviar o projeto, os policiais se dispõem a visitar gabinetes de deputados e senadores. A pressão é grande para evitar que o dinheiro confiscado continue indo para a vala comum do orçamento.




