
O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) remete para fornos siderúrgicos, na manhã desta sexta-feira (4), o último lote de uma grande carga de 50 toneladas de drogas que será incinerada. Aos 30 anos de existência, esse braço da Polícia Civil gaúcha considera que 2025 registra um recorde de entorpecentes apreendidos: 14,3 toneladas. Conforme o diretor do departamento, delegado Carlos Wendt, há seis anos a média era inferior a duas toneladas por ano. E a quantia apreendida vem subindo ano após ano.
Essa contabilidade inclui maconha (que é a maior parte da droga apreendida), cocaína, crack e drogas menos comuns, como o ecstasy. O recorde anterior de apreensões foi em 2023, com 12 toneladas. Parte das ações da Polícia Civil também conta com colaboração da Brigada Militar (sobretudo no varejo da venda dos entorpecentes) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), quando é tráfico regional.
- É um ano a ser comemorado pelo Denarc, que completa três décadas. E um ano a ser esquecido pelas organizações criminosas - celebra Wendt.

O Denarc apreendeu também 226 veículos, 262 armas e prendeu 731 pessoas este ano. No total, entre drogas e bens, os criminosos perderam o equivalente a R$ 30,5 milhões, calcula Wendt.
O salto crescente no número de apreensões é resultante de aumento no monitoramento eletrônico de suspeitos, entrosamento com o Ministério Público e convencimento do Judiciário da qualidade das provas, acredita a chefia da Polícia Civil. Em muitos casos investigados, os presos por tráfico são autores também de homicídios ou até planejavam assassinatos, como ficou comprovado pelos indícios coletados pelos policiais civis.





