
A "Lista Vermelha" dos criminosos mais procurados pela Justiça brasileira inclui sete gaúchos. A relação foi divulgada esta semana pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski e reúne os bandidos considerados mais perigosos. Cada Estado e o Distrito Federal podem indicar até oito nomes apontados como estratégicos para a segurança pública, num total de até 216 foragidos. Os nomes estão neste link.
Apenas três mulheres constam na relação. A relevância da prisão para desarticular organizações criminosas e a gravidade dos crimes cometidos são alguns dos critérios para inclusão na lista, segundo o ministro. Os condenados por crimes violentos e hediondos têm prioridade. A lista, chamada Projeto Captura, está disponível em um site do ministério, com fotos, nomes, apelidos e datas de nascimento dos procurados. O público pode enviar denúncias para auxiliar nas capturas. A proposta de oferecer recompensas foi analisada, mas não incluída.
Entre os foragidos estão acusados de homicídios, tráfico e assaltos. Confira os gaúchos da lista:
Alexandre Moraes da Silveira, o Beiço ou Tio Dirceu

Liderança da facção Os Manos (dominante no Rio Grande do Sul), ele e dois de seus irmãos estão condenados por comandar a distribuição e a venda de cocaína e crack na região do Vale do Sinos e no Centro-Sul do Estado. Ele também seria um elo da facção gaúcha com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Anderson Carlos da Silva Mitkus, o Bola

Natural da Região Metropolitana, mas também atuante na serra gaúcha, está envolvido em assaltos e tentativas de homicídio há mais de duas décadas. É integrante da facção conhecida como Família Mathias Velho, dominante em Canoas. Foi indiciado por tráfico e organização criminosa que exercia sobre um condomínio canoense. É acusado também de ameaçar policiais.
Everaldo Ritter

Procurado por roubo e tráfico de armas, é considerado um dos maiores operadores financeiros da facção Os Manos. Foi preso pela última vez por equipes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). Atuava no Vale do Gravataí, em associação com a quadrilha de Juliano Byron, traficante e homicida da região de Canoas. Foi visto pela última vez em Mato Grosso.
Leonardo Silva de Souza, o Nego Léo

Com antecedentes por tráfico, organização criminosa e homicídio, é um dos líderes da facção conhecida como Anti-Bala, atual Família do Sul (inimigos dos Bala na Cara). Atuava na região da Vila Jardim, em Porto Alegre. Foi localizado em 2021 no Paraguai, onde se encontrava foragido desde 2016. É suspeito de atuar no tráfico internacional de drogas e armas. Atuava em companhia de Jackson Peixoto Rodrigues, o Nego Jackson, líder máximo da facção (recentemente assassinado num presídio em Canoas).
Letier Ademir Silva Lopes, o Lig Lig

Liderança da facção Bala na Cara, é apontado por policiais como articulador ou executor de 27 homicídios e tentativas de homicídio. A maioria em Canoas e Cachoeirinha. Fugiu em 2024 ao ser liberado do regime fechado para um instituto penal, onde deveria trabalhar e pernoitar.
Pablo Carvalho da Silva

Está condenado por vários assaltos e por receptação de armamentos de guerra. É irmão de um dos líderes da facção Os Manos, Fábio Rosa Carvalho, o Fábio Noia, preso na Argentina este ano, onde se encontrava foragido.
Tiago Benhur Flores Pereira, o BenHur

Um dos líderes máximos da facção Os Manos, é conhecido por ter organizado a construção de um túnel que permitiria a fuga de centenas de apenados do Presídio Central de Porto Alegre (hoje Cadeia Pública). Ele está condenado por este crime, por assaltos, receptação e tráfico de drogas, num total que chega a quase 150 anos. Fugiu em 2024 após romper tornozeleira eletrônica, colocada ao ser liberado do cárcere por questões de saúde.



