
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Na 49ª Expointer, a pecuária não se resume aos julgamentos, ao desfile dos animais vencedores e às rosetas. A pista é uma das pontas de uma cadeia produtiva que começa muito antes, dentro da propriedade, e vai até o prato do consumidor. E é justamente essa conexão que a Associação Brasileira de Angus (ABA) buscou mostrar nesta terça (1º) e quarta-feira (2), durante o julgamento de uma das pistas do parque Assis Brasil, em Esteio.
— É aqui onde a história começa e onde termina. Só a Expointer pode nos dar essa oportunidade — frisou Maychel Borges, gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada.
Enquanto criadores apresentaram o resultado de anos de seleção genética com os seus exemplares, o programa promoveu degustações de hambúrgueres, hot dogs, salsichas e cortes especiais.
As proteínas foram fornecidas por sete frigoríficos diferentes. E o formato delas teve a ver com o objetivo da entidade de tirar a carne angus do lugar-comum.
— Mostrar que, além de cortes nobres, a angus pode virar hambúrguer e hot dog, com o mesmo sabor, suculência e maciez — explicou Borges.
Hoje, o Programa Carne Angus Certificada conta com 80 técnicos espalhados em 13 Estados dentro de frigoríficos que atestam essa qualidade para receber o selo, que envolve genética, idade e acabamento da carcaça. No último ano, foram 612,21 mil animais abatidos, alta de 20% em relação a 2024 e o maior volume em 23 anos de história.
Que se transformou em 53 mil toneladas de cortes certificados, destinadas ao mercado interno (78,7%), mas com exportações ganhando peso (21,3%).

