
A combinar com São Pedro, o Rio Grande do Sul poderá trilhar no próximo verão o caminho da retomada. É o que mostram os números do primeiro levantamento de safra da Emater, divulgados nesta terça-feira (1º), na 49ª Expointer. Depois de engatar uma sequência de resultados sob o impacto do clima, há uma projeção de que o carro-chefe da estação, a soja, volte a superar a barreira das 20 milhões de toneladas, marca que estava "parada" na safra de 2021.
O grão tem um incremento projetado de 15,32% na comparação com a safra passada. É o grande impulso para o aumento de 8,64% no total de grãos da estação.
— O RS passou por dificuldades hídricas. Com a presença do El Niño, favorece essa questão dos recursos hídricos para as culturas de verão. É um dos fatores que faz com que a soja mantenha uma área bastante próxima — observa Mateus Rocha, diretor técnico da Emater.
O ponto de atenção em relação ao fenômeno é sempre o excesso de chuva no momento do plantio de verão.
Estimada em 6,64 milhões de hectares, a área de soja teve leve queda, de 0,92%. No mapa de produção do grão do Estado, os maiores espaços estão na "metade oeste", com as regionais da Emater de Santa Maria, Bagé e Ijúi acima de 1 milhão de hectares.
— Essa concentração se dá por aspectos relacionados à demanda de áreas para a produção — explica o diretor técnico da Emater.
O milho também vem como destaque, devendo crescer em área e em volume, fazendo o Estado chegar a 6,9 milhões de toneladas. Um crescimento importante de um grão que é essencial para a indústria de carnes gaúcha.
Em quantidade produzida, a exceção aos bons prognósticos fica por conta do arroz, com diminuição de 5,49%, ligada à redução de 3,4% na área.





