
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Começou a ser entregue, durante a 49ª Expointer, um documento que reúne quatro prioridades do setor de laticínios para o próximo governo do Rio Grande do Sul. Chamado Pacto pelo Leite Gaúcho, o documento foi elaborado pela Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) e reúne as principais reivindicações da cadeia produtiva.
A entidade representa 43 indústrias instaladas em 41 municípios, responsáveis por mais de 2 mil empregos diretos. Juntas, coletam mais de 2 milhões de litros de leite por dia em mais de 190 municípios, provenientes de 6 mil propriedades rurais.
À coluna, o presidente da Apil/RS, Fernando Zimmermann, lembrou:
— O leite não é apenas uma atividade econômica, é renda para as famílias, emprego nos municípios, arrecadação, segurança alimentar e permanência das pessoas no campo.
As quatro prioridades
- A primeira prioridade é a renegociação das dívidas de produtores e indústrias. A proposta é a mesma da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e prevê um programa de securitização e refinanciamento que contemple os dois segmentos, com carência mínima de dois anos e prazo de até dez anos, conforme a capacidade de recuperação de cada atividade.
- Na defesa da produção nacional, a Apil propõe a revisão das condições de importação quando houver evidências de subsídios distorcivos ou dumping.
- Outra frente trata da permanência das famílias na atividade leiteira. Entre as medidas sugeridas estão a manutenção e o fortalecimento do Bônus Mais Leite, a ampliação da assistência técnica gratuita e continuada, políticas de sucessão rural, crédito diferenciado para jovens, seguro de renda em períodos de crise e referências de preço que considerem os custos regionais de produção.
- A quarta prioridade é a modernização das indústrias regionais. A Apil propõe linhas de crédito para equipamentos, automação, eficiência energética, tratamento de efluentes e adequação sanitária, além de bônus de modernização industrial e apoio a programas de certificação de origem e qualidade para queijos e derivados regionais.


