
As mudanças que vieram via resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), como publicou a coluna, são consideradas importantes, sobretudo a prorrogação da suspensão do vencimento de parcelas. Ainda assim, não encerram a busca pela ampliação do acesso à renegociação das dívidas rurais feita por entidades representativas do agro do Rio Grande do Sul.
— Para podermos ter uma mudança significativa na porta de entrada, temos de mexer na qualificação do capital de giro, na CPR (cédula do produto rural), colocando na mesma condição que hoje têm (as linhas de) custeio. Temos de trabalhar melhor a questão dos que estão adimplentes, mas em vias de ficar inadimplentes — pontuou Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
E esses são pontos que não entraram na resolução. O presidente da entidade, Domingos Velho Lopes, destacou a reunião de trabalho da comissão mista do Congresso que trata da Medida Provisória 1.376, realizada durante a feira. Segundo o dirigente, o grande êxito é o alinhamento coletivo das necessidades de mudança, para que o escopo da renegociação seja ampliado. Seja via nova MP ou por emendas aprovadas via Congresso.
— Um dos grandes ganhos dessa 49ª Expointer é o alinhamento da bancada federal gaúcha junto ao relator da comissão mista — reforçou Lopes, em referência ao também líder do governo, deputado federal Paulo Pimenta.
Saiba mais
O que continua sem solução na renegociação, segundo a Farsul:
- A CPR adimplente, a emitida em favor de cooperativas ou fornecedores e a usada para liquidar outra modalidade de dívida rural.
- O investimento adimplente que foi formalmente prorrogado.
- O capital de giro rural ou emergencial (parcela 2026).
- A insuficiência de crédito com juros controlados.
- A concentração operacional em poucas instituições e a liberdade do banco para não oferecer a linha.




