
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Uma nevasca histórica no Chile ajudou a tirar parte do volume de ovos da rota das exportações do Rio Grande do Sul em agosto. O fenômeno climático, que ocorreu em meados de julho, afetou a logística e acabou interferindo nos embarques do principal destino da proteína gaúcha neste ano, até o momento.
— Ovo em casca "trancou" para o Chile, por causa da neve — confirmou o presidente da Associação Gaúcha da Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, à coluna.
De acordo com Santos, o problema ocorreu principalmente no transporte rodoviário, em razão do acúmulo de metros de neve em estradas.
Em agosto, as exportações do Rio Grande do Sul somaram 476,1 toneladas, queda de 25,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados do Comércio Exterior. Desse total, 235,97 toneladas tiveram o Chile como destino.
Apesar da retração no volume total, as vendas ao mercado chileno cresceram 156,4% na comparação com agosto de 2025. O avanço, porém, parte de uma base baixa. Naquele mês, o governo chileno reconheceu o Rio Grande do Sul como área livre da Doença de Newcastle e o Brasil como livre de influenza aviária de alta patogenicidade.
Na comparação com julho deste ano, o volume exportado pelo Estado recuou 31,2% para o mercado chileno.
Alta no ano
O recuo do mês, porém, ainda não mudou a trajetória positiva da avicultura gaúcha no mercado internacional. Entre janeiro e agosto, o Estado exportou 4,5 mil toneladas de ovos, alta de 24,7% em comparação com o mesmo período de 2025.


