
É com a cifra atualizada das dívidas que as entidades do agronegócio reforçarão o argumento de que a renegociação das dívidas precisa ter seu alcance ampliado. Conforme dado da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), a carteira estressada do crédito rural chega agora a R$ 207 bilhões. O valor refere-se a pagamentos em atraso, em inadimplência, prorrogados ou renegociados.
Uma reunião de trabalho da comissão sobre a renegociação no Senado será realizada nesta quinta-feira (3), na Casa da Farsul, no parque Assis Brasil, em Esteio. Relator da comissão, o deputado federal Paulo Pimenta (PT), que é líder do governo, confirmou presença. Também estavam previstas as participações dos senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Tereza Cristina (PP-MS), mesmo que de forma remota, mas, nesta quarta-feira (2), ainda não havia essa confirmação.
— A concepção de se fazer essa reunião de trabalho da MP aqui na Expointer é trazer o assunto de volta, porque senão vai ficar para depois das eleições — explica Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul.
A pressa em ampliar o alcance da medida tem relação com a safra, que anda em um ritmo diferente dos ritos burocráticos.
— Não existe safra sem dinheiro, sem recursos — reforça o economista-chefe da Farsul.
A Farsul tem atuado em duas frentes: uma é junto ao Congresso, com a apresentação de emendas que possam ser acrescentadas à Medida Provisória 1.376, que viabilizou a renegociação. A outra, de forma direta com o Ministério da Fazenda. O que traria celeridade ao processo.
Pimenta teve um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do assunto nesta semana. Isso gera uma expectativa de que possa trazer fatos novos ao parque.

