
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Um mês antes da 34ª Avaliação Nacional de Vinhos, já se pode adiantar duas fotografias do atual momento que vive a vitivinicultura brasileira. A primeira delas está na diversidade de rótulos. E a segunda, na maior variedade de uvas brancas.
O resultado, no entanto, está guardado a sete chaves e só será apresentado no dia 17 de outubro, em Bento Gonçalves, na Serra. Nesta data, 800 apreciadores degustarão 16 dos 30% vinhos eleitos mais representativos da última safra. Ao todo, 109 enólogos avaliaram 558 amostras.
Sobre o que esperar das bebidas na taça durante o evento, Mário Lucas Ieggli, presidente da Associação Brasileria de Enologia (ABE), adiantou à coluna:
— A grande palavra deste ano é a diversidade.
A entrada de novos territórios e o avanço da tecnologia de precisão na vitivinicultura estão permitindo que "diferentes regiões encontrem suas próprias vocações" — sejam de terroir, sejam de variedade. São 84 vinícolas de 10 Estados diferentes, mais o Distrito Federal.
A edição deste ano também chamou atenção pela presença de diferentes uvas brancas. Uma delas, aliás, inédita.
— A avaliação nacional de vinhos é, no fim, um espelho da vitivinicultura nacional — reforçou o presidente da ABE.
Espelho, no caso, do que as vinícolas estão produzindo. E do que o mercado e o público consumidor poderão encontrar nos próximos meses em gôndolas ou restaurantes.
Aliás, as inscrições estão abertas — e ficam até se esgotarem —, pelo valor de R$ 750.
O mapa do vinho
E por falar em vinho, o Ministério da Agricultura e Pecuária acabou de publicar o primeiro Anuário do Vinho, com dados oficiais da cadeia referentes a 2025. Na ocasião, o Brasil tinha 965 vinícolas registradas, distribuídas em 327 municípios. O Rio Grande do Sul liderava, com 600 estabelecimentos.


