
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Depois de safras marcadas por perdas provocadas pelo clima, a soja gaúcha pode voltar a romper a marca das 20 milhões de toneladas no próximo verão. Volume que não era alcançado desde 2021. A projeção é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada na terça-feira (15), e se soma às perspectivas já apresentadas pela Emater, durante a Expointer.
Para a principal cultura do Estado, a soja, a Conab estima uma produção de 20,2 milhões de toneladas, alta de 8,3% em relação à safra anterior. A área plantada deve permanecer estável, em 6,7 milhões de hectares, avanço de apenas 0,2%.
De acordo com Gabriel Rabello, gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, o crescimento esperado na produção deve vir, principalmente, da recuperação da produtividade.
— O El Niño acaba sendo muito benéfico para a Região Sul, principalmente para o Rio Grande do Sul, para a safra de verão — justifica ainda Rabello.
No milho, que já está em plantio no Estado, a perspectiva também é de avanço. A produção está estimada em 6,6 milhões de toneladas, alta de 10,3%. E a área cultivada deve chegar a 913,7 mil hectares, crescimento de 11,8%.
No caso do cereal, a alta tem a ver com a recuperação de preços, demanda crescente e necessidade de abastecimento da indústria de rações.
Já o arroz aparece na contramão dos números positivos. A área plantada deve recuar 1%, para 896,6 mil hectares, enquanto a produção está estimada em 7,4 milhões de toneladas, queda de 4,9%. Números mais otimistas do que os do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), que, durante a Expointer, projetou a área para o próximo ciclo em 861,7 mil hectares, redução de 3,4% em relação à safra anterior.




