
Na busca por um acesso mais amplo à renegociação das dívidas de produtores rurais, uma espécie de respiro — e quem até sabe um pouco do fôlego — poderá vir do Conselho Monetário Nacional (CMN). A sinalização veio do líder do governo e relator da Medida Provisória 1.376, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), na reunião de trabalho realizada na Expointer na quinta-feira (3), na sede da Federação da Agricultura do Estado (Farsul) no parque Assis Brasil, em Esteio.
Uma reunião do órgão está prevista para esta sexta-feira (4) e deve contemplar a prorrogação da suspensão dos vencimentos, prevista no texto original para 30 dias, com efeito retroativo. Isso manteria a condição de adimplência, evitando que mais produtores ficassem sem possibilidade de acessar as linhas. Também não estão descartadas mudanças que possam alterar as exigências de quem pode acessar a renegociação.
Presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes avalia de forma positiva o encontro por mostrar que há um alinhamento com relação aos gargalos de enquadramento, e pela indicação de que há um compromisso do governo em buscar uma solução — seja via nova MP ou por meio do legislativo.
Um estudo da entidade havia apontado que apenas 11,7% dos agricultores consultados se encaixariam nas regras da MP vigente. As mudanças sugeridas, por meio de duas emendas apresnetadas, tentam justamente fazer com que o alcance chegue a 90%. Economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz apresentou na reunião dados atualizados da carteira estressada do crédito rural. Como antecipou a coluna, são R$ 207 bilhões no Brasil — só de produtores do RS, são R$ 55 bilhões.



