
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
O vinho da Casa Perini, que nasceu em Farroupilha, na Serra, agora também ganhou sotaque chileno. Depois de quase um século produzindo em solo brasileiro, a vinícola deu um passo além das fronteiras e estreia, nesta semana, os primeiros rótulos elaborados no Chile. Um com a uva carménère e outro com a chardonnay; os dois da linha Arbo.
De acordo com Franco Perini, presidente do conselho administrativo da Casa Perini, a novidade faz parte de um movimento estratégico da empresa:
— Vinho é diversidade. Fazemos análise de mercado e entendemos que o consumidor é ávido por conhecer coisas novas, uvas diferentes e regiões distintas.
E começou há três anos, quando a vinícola abriu uma importadora e passou a trabalhar com um portfólio de 50 rótulos, de 11 diferentes origens.
— Foi tão interessante esse trabalho que conseguimos desenvolver uma estratégia no Chile: elaborar vinhos do nosso jeito, utilizando variedades que são muito bem adaptadas àquele terroir, em uma área de um parceiro — explicou Perini à coluna.
Os vinhos são produzidos no Chile por meio de uma parceria terceirizada, mas com acompanhamento e supervisão da Casa Perini. O carménère vem de vinhedos de Marchigüe, no setor oeste do Vale de Colchagua, a cerca de 40 quilômetros do Oceano Pacífico. E o chardonnay do vinhedo Los Monos, no Vale de Curicó, na região do Maule, às margens do rio Claro. A proposta é unir o conhecimento da vinícola brasileira à estrutura de campo e aos vinhedos chilenos.
— É o nosso primeiro passo internacional nesse sentido — reforçou o presidente.
Iniciativa semelhante no mercado
O Grupo Miolotambém já se aventurou em uma iniciativa semelhante. No ano passado, comprou a argentina Bodega Renacer, na região de Mendoza.




