
Entre a espera pelo início das contratações e a busca por mudanças que possam ampliar o escopo de produtores atendidos. Esse é o cenário da renegociação das dívidas rurais, vinte dias depois da publicação da medida provisória 1.376.
A contratação efetiva é, neste momento, apenas uma questão de tempo, para ajustes finos nos sistemas das instituições. A Secretaria do Tesouro Nacional emitiu uma circular para os bancos e solicitou que encaminhem até esta quarta-feira (5), as demandas de limites equalizáveis, ou seja, com subsídios da União.
A perspectiva é de que os contratos possam começar a ser feitos em breve, possivelmente ainda nesta semana. As instituições já vinham mapeando produtores aptos a buscar os recursos, deixando tudo o mais pronto possível para agilizar a operação, quando estiver liberada.
Por outro lado, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul), está em linha aberta com o Ministério da Fazenda na busca por alterações no texto do MP. Levantamento feito pela assessoria econômica da entidade apontou que que 88,3% do saldo devedor de uma amostra de contratos analisados ficaria de fora das condições mais vantajosas previstas na MP. Apenas 11,7% se enquadrariam nas regras atuais.
— Temos reunião agendada para tentar melhorar a adesão à medida provisória — reforça Domingos Velho Lopes, presidente da Farsul.
O ministro Dario Durigan tem agenda prevista na quinta-feira (6) no Estado, ocasião em que deve ocorrer um encontro. E, na semana que vem, haverá uma reunião com a equipe técnica da pasta, em Brasília.




