
Era a peça que faltava. Assim pode ser descrita a portaria do Ministério da Fazenda publicada nesta sexta-feira (14) com os limites de equalizáveis de cada banco dentro da renegociação estabelecida pela Medida Provisória (MP) 1.376. Na prática, o documento estabelece qual o orçamento previsto para a subvenção de cada instituição financeira.
Somados, os valores chegam a R$ 25 bilhões em subsídio para cobrir a diferença entre a taxa de juro vigente e a determinada nas linhas de crédito que visam quitar o passivo vigente. Desse montante, o Banco do Brasil terá R$ 12 bilhões em recursos equalizáveis. Sicoob e Banrisul, por exemplo, R$ 4 bi.
Robson Oliveira Santos, diretor de Desenvolvimento do banco gaúcho, explica que o limite estabelecido pela portaria atende quase a totalidade da carteira de crédito rural que se enquadra na busca das linhas de renegociação.
Como o Banrisul vinha recebendo já os pedidos, ele avalia que, a partir de agora, o ritmo das contratações ganhe escala. A 1ª operação registrada no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) do Banco Central (Bacen), foi do banco.
Diante de um teto estabelecido, a orientação é para que os agricultores agilizem na busca pelos recursos.
O Banco do Brasil também vinha acolhendo as intenções de renegociação. Com a publicação da portaria, finaliza ajustes nos sistemas para dar início às operações. Também tem recomendado que seja providenciado o laudo técnico de perdas, a atualização das informações cadastrais e a entrada com o pedido de renegociação.




