
A combinação de escassez de água e altas temperaturas faz o Chaco Central, no Paraguai, parecer um cenário pouco provável para o avanço da produção agropecuária. Na prática, no entanto, a região investe em tecnologia, manejo e informação para driblar os desafios das condições climáticas, contando com a expertise de especialista gaúcha.
Professora da UFRGS, Soraya Tanure, que é doutora em Zootencoia, ministra cursos a convite da Fundación Ideagro (que reúne as cooperativas Chortitzer, Fernheim e Neuland) para produtores da região.
— Costumo dizer que o Chaco Central é como se fosse um oásis, porque a gente circula na região e só vê esse ambiente árido. Quando começa a percorrer as propriedades dos menonitas (comunidade do movimento cristão protestante que se fixou nessa área), é como se estivesse uma área verde, um oásis em meio a essa seca. É um local onde chove pouquíssimo, em torno de 300 a 400 milímetros de chuva por ano — relatou Soraya, em entrevista ao programa Campo e Lavoura, da Rádio Gaúcha.
Há 16 anos ministrando aulas no mestrado da Universidade Nacional de Asunción, ela acompanha de perto o desenvolvimento da pecuária paraguaia. Mais recentemente, tem dado cursos na área de pesquisa para a Fundación Ideagro, que é composta pelas três cooperativas menonitas:
— E eles estão muito interessados no que o Brasil pode proporcionar, em especial no conhecimento que as universidades podem ofertar.
A região
- A região do Chaco Central é de chuva escassa e temperaturas elevadas. A água potável chega por um encanamento de 500 quilômetros, distância das cidades de Loma Plata, Filadélfia e New Land até a capital Asunción.
- Para a hidratação dos animais, são escavados poços e, a partir desses poços, são feitas pequenas reservas como açudes. Então, essa é a única forma que eles têm de prover água para os animais. E é uma água que não possui muita qualidade.





