
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Comercializada muitas vezes sem identificação, a carne de búfalo voltou a ganhar espaço nas gôndolas de Porto Alegre com selo próprio. Hoje, seis açougues da Capital oferecem cortes identificados com a espécie e, nesta quinta-feira (6), uma sétima unidade será inaugurada na Avenida Protásio Alves. Todas pertencem ao Shopping das Carnes, rede do Frigorífico Belmonte, de Nova Bréscia, no Vale do Taquari.
O selo começou a ser estampado nas embalagens dos cortes há três meses e faz parte da estratégia da empresa, explica o sócio-proprietário do frigorífico, Edgar Barbieri:
— O mercado está mudando. Cada vez mais pessoas, principalmente os jovens, buscam uma carne mais magra e com maior teor de proteína, características associadas à carne de búfalo.
Para o vice-presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), Raphael Gonçalves, a venda da carne com identificação atende a uma demanda antiga de consumidores:
— Antes, muitas pessoas perguntavam onde comprar, e nós não tínhamos uma resposta tão objetiva.
Gonçalves lembrou ainda que a última empresa a abastecer regularmente Porto Alegre com carne de búfalo identificada foi a Cooperbúfalo.
Atualmente, a proteína é comercializada nas lojas dos bairros Azenha, Ipanema e Partenon, em Porto Alegre, além de uma unidade em Viamão. A linha inclui cortes para churrasco, como contrafilé, entrecôte, costela, costela janela e assado de tira, além de bifes, iscas e cubos para o consumo do dia a dia.
Entre bovinos e bubalinos, o frigorífico tem capacidade para abater até 4 mil animais.
No Rio Grande do Sul, a maior parte do rebanho bubalino é destinada à produção de carne. O Estado reúne 60 mil animais distribuídos entre 800 criadores. Além da Região Metropolitana, há estabelecimentos que comercializam carne de búfalo identificada em municípios como São Borja, Montenegro e Passo do Sobrado.


