
Para quem aprecia a uva mais doce, moscatel virou sinônimo de espumantes. Mas a grande família moscato vai além quando o assunto é a produção de bebidas à base da fruta, como mostra o recorde de amostras inscritas para a 21ª Seleção de Vinhos Farroupilha.
O evento, realizado pela Associação de Vinícolas de Farroupilha (Afavin) tem na próxima quarta (04) e quinta-feira (05) a etapa de degustação às cegas. Que tem 272 amostras, de 14 vinícolas, inscritas para a avaliação em 24 categorias. Incluindo novidades: brandy e as espumantes nature, extra brut, brut e demi-sec. Ao longo de todas essas edições, a evolução da viticultura do município é acompanhada por meio da entidade, que tem no evento uma importante ferramenta para o desenvolvimento da produção a partir de uvas da família moscato.
— A seleção tem a iniciativa de fortalecer a cidade, os produtores de vinhos e de consolidar-se como uma importante ferramenta de monitoramento de qualidade, e incentivar a melhoria contínua dos produtos elaborados em Farroupilha — observa Natália Sanches Taffarel, presidente da Afavin.
E para quem só associa a variedade ao espumante, a dirigente esclarece: a uva moscato é usada em rótulos de vinhos brancos, mas também tintos, e que vão do suave ao seco. O suco de uva é outro produto e entra na seleção. Os premiados na seleção serão revelados no dia 11 de setembro, em um jantar.
— Quando falamos de uva moscato, ela não necessariamente origina um espumante moscatel. Pode originar um vinho seco, um nature, um licoroso. Às vezes, chamamos de uva moscatel, às vezes, de moscato — explica Natália, que é uma das entrevistadas do Campo e Lavoura deste domingo (02), a partir das 6h.
Farroupilha é chamada de terra do moscatel, com os produtos tendo uma indicação de procedência .




