
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
O Rio Grande do Sul confirmou um novo foco de gripe aviária em aves de subsistência. O caso foi detectado em uma criação de fundo de quintal no município de Coqueiros do Sul, no norte do Estado. O registro, no entanto, não altera o status sanitário da avicultura comercial brasileira e, portanto, não traz impactos para as exportações de carne de frango e ovos. Mas mantém o alerta.
O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), após análise de amostras coletadas por equipes da Secretaria Estadual da Agricultura. A notificação da suspeita ocorreu em 15 de julho.
A pasta reforça que não há risco para a população no consumo de carne de aves ou ovos, já que a doença não é transmitida por alimentos.
Como prevê o protocolo sanitário, o Serviço Veterinário Oficial do Estado iniciará ações de vigilância em um raio de 10 quilômetros do foco, com visitas a propriedades rurais e granjas comerciais, além de atividades de orientação aos produtores para reforçar as medidas de biosseguridade e a notificação precoce de casos suspeitos.
A doença
- A gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves
- Pode, em situações específicas, infectar mamíferos
- Entre os sintomas estão apatia, falta de apetite, dificuldade respiratória (tosse e espirros), inchaço no rosto e nas pernas, descoordenação motora, torcicolo e queda brusca na postura
- O sinal mais evidente e comum é a morte súbita e em massa do lote
- A Secretaria Estadual da Agricultura orienta que aves doentes ou encontradas mortas não sejam manipuladas
- Suspeitas com sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada devem ser comunicadas imediatamente às Inspetorias de Defesa Agropecuária ou pelo WhatsApp da pasta, no número (51) 98445-2033
- No Estado, o Rio Grande do Sul já registrou um caso de gripe aviária em escala comercial e outros em aves de subsistência e silvestres.



