
A divulgação da medida provisória que permitirá a renegociação de dívidas rurais levou muitos produtores a buscarem agências bancárias já nesta quinta-feira (16). Embora o documento tenha vigência imediata, há alguns ritos a serem cumpridos até que as operações possam ser efetivadas.
O primeiro é a regulamentação por parte do Conselho Monetário Nacional (CMN). A expectativa é de que saia no início da próxima semana. Depois disso, as instituições financeiras vão precisam criar seus sistemas operacionais.
Um dos principais financiadores do crédito rural, com cerca de 50% da carteira no país, o Banco do Brasil adotou como estratégia já receber as manifestações de quem pretende se habilitar para a renegociação.
— Estamos acolhendo as intenções. Assim que a normativa sair, o cliente será comunicado — explica Ricardo Sehn, superintendente do BB no RS.
No Banrisul, também houve procura para a renegociação tanto na quarta (15, dia da negociação), quanto na quinta (16). O banco prepara o sistema para poder rodar as operações, mas é necessário ter antes a resolução do CMN. Superintendente executivo de agronegócios da instituição, Robson Santos pondera que o primeiro passo é o produtor buscar saber se se enquadra nos critérios e quais operações se encaixam.





