
Frente ao processo, agora baseado em uma investigação comercial, que pode resultar em novo tarifaço a produtos brasileiros, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) usou seus cinco minutos na audiência que trata do tema para "reforçar quatro mensagens principais". É o que explica Fernanda Maciel, diretora-adjunto de Relações Internacionais da entidade.
A primeira delas é: a competitividade do Brasil é resultado do aumento da produtividade e não do desmatamento ilegal. É a resposta a um dos argumentos levantados pela investigação.
Outro recado foi: o mercado brasileiro segue aberto ao etanol dos Estados Unidos. E que os acordos comerciais com México e Índia não prejudicam os exportadores americanos.
Por fim, ponderou que a investigação não demonstrou danos ao comércio com os EUA.
— A CNA também ressaltou que os EUA seguem como nosso segundo maior parceiro comercial e que as cadeias de suprimentos dos dois países são integradas. E a imposição de qualquer tarifa pode prejudicar não só produtores brasileiros, mas empresas e consumidores americanos, elevando custos e reduzindo a competitividade — resumiu Fernanda, em vídeo divulgado nas redes sociais.
A audiência pública é realizada em Washington, nos EUA. Começou na segunda (6) e segue nesta terça-feira (7), totalizando 14 painéis com representantes que se inscreveram previamente para a apresentação. Cada fala dura cinco minutos, com integrantes do Comitê do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) podendo, posteriormente, fazer perguntas.



