
É nesta terça-feira (07) que se desenrola o segundo _ e derradeiro _ ato da audiência pública que tenta, com argumentos técnicos, mostrar que o alcance negativo de uma sobretaxa de 25% a produtos brasileiros também pode chegar à mesa dos americanos. Diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Andressa Silva foi a primeira a falar, ontem, entre os inscritos para manifestações, no painel 1, de um total de sete. Hoje, serão mais sete, começando pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro, que vai na condição de senador.
Cada participante tem cinco minutos para fazer sua manifestação, com base em documento escrito previamente enviado ao escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Ao final, membros do comitê podiam direcionar perguntas aos segmentos representados.
_ A Abiarroz fez a manifestação falando sobre o impacto das tarifas sobre a cadeia de valor americana. Não só os importadores, mas transporte, logística, portos, armazenagem, todos os segmentos envolvidos direta ou indiretamente na importação de arroz do Brasil _ relata Andressa.
Outro ponto importante (e que pode de fato fazer toda a diferença nesse cenário) foi em relação aos valores ao consumidor. A redução global de 22% do preço do produto acabou não chegando para os americanos, que tiveram de absorver o impacto da tarifa (de 50%). Para completar, destacaram a ausência de fontes alternativas de suprimento de arroz ( com características específicas, para atender a nichos) nos EUA, porque é um mercado muito dependente das importações de Tailândia e Índia:
_ O Brasil é um parceiro confiável, geograficamente bem posicionado, com qualidade reconhecida. A imposição da tarifa, além de não promover imediatamente uma substituição pelo arroz americano, apenas imporia uma penalidade para a cadeia de valor e os consumidores, como ficou comprovado no ano passado.
Como mostra a própria lista das exceções, é esse o tipo de argumento capaz de reverter a aplicação, prevista para ter início no próximo dia 15. Há de se considerar, no entanto, que por mais coerente que seja a explicação, uma suspensão passa, necessariamente, pelo presidente Donald Trump.






